Academias – o capital das organizações – Que academias precisam as organizações para executar a sua estratégia? Que valor trazem ao negocio?

Responder aos novos desafios da gestão das pessoas implica que o cenário da formação e do desenvolvimento seja necessariamente diferente. Está a resposta na criação de academias corporativas, pensadas à medida de cada organização?

ENCONTRO APRESENTADO POR:

    Painel Especial: Apresentação de 3 casos práticos de implementação e gestão de academias corporativas:

     1. Ahmed AbuSafia – Programme Manager no DP World Institute – WPWorld
    (participação através de vídeo conference)

    2. Telesforo Gomes – Coordenador da Formação Internacional e Campus Pestana – GRUPO PESTANA

    3. Universidade EDP – Rui Pedro Brandão

    Qual o papel das academias nas organizações?

    Dia 6 de outubro foi dia de mais um encontro. Desta vez, dedicado ao tema das Academias – o capital das organizações. Realizado no Hotel Tryp Aeroporto, o evento teve como objetivo responder aos novos desafios da gestão das pessoas, no que diz respeito à temática da formação e do desenvolvimento de equipas.

    Esta iniciativa teve o apoio da BTS – Blended Training Systems/ Wilson Learning Portugal, empresa de referência neste setor, que tem como missão desenvolver competências das pessoas dentro das organizações de uma forma estruturada, dinâmica e sempre com muito rigor.

    José Santos, managing partner da BTS/ Wilson Learning, iniciou o debate, focando a importância que a formação tem dentro das organizações. Partilhou a sua experiência sobre este setor de atividade, apresentando boas práticas e sobretudo falando sobre os desafios futuros dos profissionais de RH.

    A questão principal para os mais de 40 participantes neste encontro foi: “Como desenvolver competências das equipas através da criação de academias corporativas, pensadas à medida de cada organização?”

    Daniela Vieira, partner & operations director da BTS/ Wilson Learning, partilhou informação sobre o tema das universidades e academias corporativas, referindo que um dos objetivos da “formação corporativa é o de gerar confiança no trabalho e reforçar a cultura da empresa, alavancando ao mesmo tempo a captação e retenção do talento das organizações, e permitindo que as equipas estejam alinhadas com a estratégia do negócio.” Daniela Vieira  introduziu assim o tema, indicando que as Universidades Corporativas são como uma “estrutura agregadora da formação”.

    Para ilustrar a importância que as academias corporativas têm nas empresas foram apresentados três casos práticos que espelham o sucesso das academias no dia-a-dia das organizações.

    1º Caso Prático Grupo Pestana – Campus Pestana

    Telesforo Gomes, coordenador da formação internacional e do Campus Pestana, introduziu um pouco de história sobre o Grupo Pestana. Um Grupo hoteleiro que começou com apenas uma unidade na Madeira, e hoje conta com mais de 80 e com um crescimento extraordinário. Com mais de 40 anos de existência, uma das principais preocupações do Grupo é a formação dos seus colaboradores. E foi com o objetivo de lançar um Programa de Integração que agregasse todo o conhecimento e processos de trabalho num único veículo de comunicação que nasceu o Campus Pestana. O primeiro “hotel-escola” que conta hoje com mais de 15 formações disponíveis, na área comportamental e de negócio, em 4 línguas.

    Como referiu Telesforo Gomes, “gerir uma escola online não é fácil, e deve existir uma grande motivação para o fazer e, sobretudo, haver uma grande entrega”. Destacou também que “o apoio do Presidente do Grupo tem sido fundamental para o desenvolvimento e crescimento da nossa escola, o Campus Pestana”.

    Neste Grupo Hoteleiro, todos os colaboradores fazem formação no campus, contando com o apoio estratégico da BTS/ Wilson Learning Portugal, desde 2007, altura em que nasceu a escola online do Grupo Pestana.

    2º Caso Prático DP World – DP World Institute

    Por ser um operador portuário global, com mais de 65 terminais marítimos espalhados pelos 6 continentes, contando com aproximadamente 36 mil colaboradores com mais de 90 nacionalidades, a DP World desenvolveu o DP World Institute, que agrega toda a formação da empresa. Através de videoconferência, foi possível conhecer como a DP World faz a formação dos seus colaboradores.

    O DP World Institute é a “arma de aprendizagem” da DP World, oferecendo formação operacional e comportamental, online e blended, sempre orientada para resultados. A formação tem vários desafios, como a existência de mais de 56 línguas em toda a companhia, orçamentos reduzidos, diferentes estilos de aprendizagem, limitado acesso à tecnologia por parte dos colaboradores operacionais e número limitado de facilitadores (formadores).

    Atualmente, o DP World Institute conta já com 150 cursos online, em 12 línguas diferentes. À data, em 2015, ocorreram 6,206 acessos aos módulos de formação. As formações são desenvolvidas pela própria empresa ou por parceiros como a BTS/ Wilson Learning Portugal.

    Atualmente, o DP World Institute está a dar os passos para se tornar uma Universidade alargada à comunidade/ indústria, especializada em “Container Terminal Management”.

    3º Caso Prático EDP- Universidade EDP

    Um Grupo internacional de energia, com sede em Portugal, 12.000 colaboradores, 28 nacionalidades em 14 países.

    Em 2009, a EDP decide criar a Universidade EDP (UEDP), com a missão de desenvolver o conhecimento e talento dos colaboradores. Esta Universidade Corporativa seria organizada em 7 Escolas (5 funcionais, 2 transversais).

    Sendo a entidade responsável pela formação, o projeto da UEDP preconizou a implementação de um Campus Virtual (Campus Online) que permitisse a adoção corporativa de aprendizagem apoiada por tecnologia, muito em especial e-learning e formação blended.

    O Campus Online, para ser uma plataforma funcional e com impacto organizacional, necessitava de: desenho pedagógico, apoio aos docentes e formandos – suporte pedagógico, fábrica de conteúdos e administração do campus online. E foi sobre o tema do suporte pedagógico que Rui Pedro Brandão, consultor da EDP, se focou, realçando a importância desta função sustentando que “é mais fácil comprometermo-nos com as pessoas. Nós não nos sentimos comprometidos com uma máquina”. É igualmente nesta área que se centra a parceria entre a EDP e a BTS/ Wilson Learning Portugal.

    Os participantes no EncontRHo saíram satisfeitos com as aprendizagens obtidas e com as experiências partilhadas. Muito positivo e contributo elevado para o domínio do tema. Isabel Ribeiro, GFI

    A BTS/ Wilson Learning Portugal ofereceu uma fotografia de grupo a todos os profissionais que estiveram presentes neste encontRHo.

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