Talentismo num mundo VUCA

Hotel Tryp Aeroporto
16 de junho de 2015

  • Tiago Azevedo
    Tiago AzevedoGroup IT Director/CIO | REN
  • Teresa Coelho
    Teresa CoelhoDirector | HR Services Mainland Europe and Middle East | Barclays Bank
  • Pedro Amorim
    Pedro AmorimManaging, Director da Experis

Talentismo num mundo VUCA (volatility, uncertainty, complexity e ambiguity) foi o tema abordado na 4.ª edição dos encontRHos IIRH, no passado dia 16 de junho, no Hotel Tryp Aeroporto. Esta iniciativa teve a parceria da ManpowerGroup, empresa que atua no setor dos recursos humanos há mais de 60 anos.

Este encontRHo mostrou-nos quais os desafios criados pelo cruzamento entre um mundo VUCA e o Talentismo, filosofia da ManpowerGroup, que resulta da entrada na Era do potencial humano e que impõe a sobreposição do talento às capacidades económicas das organizações, como fator determinante para o seu sucesso.

A sessão de abertura do evento teve a cargo de Pedro Amorim, managing director da Experis – ManpowerGroup – que explicou o conceito VUCA. O uso comum do termo VUCA, derivado do vocabulário militar, começou na década de 1990 e tem sido usado consequentemente em ideias emergentes de liderança estratégica aplicáveis a uma grande variedade de organizações.

Estes quatro elementos apresentam o contexto no qual as organizações veem o seu estado atual, mas essencialmente têm a capacidade de preparar as organizações para o futuro, modelando a sua capacidade de sobrevivência e sustentabilidade:

  •  Antecipando os temas que modelam condições essenciais;
  •  Entendendo as consequências destes temas e as ações a tomar;
  •  Entendendo a interdependência das múltiplas variáveis;
  •  Preparando o futuro para realidades e desafios alternativos;
  •  Interpretando as oportunidades relevantes.

O mundo VUCA aponta para um dilema vivido pelas empresas atualmente: como consigo manter a competitividade e executar a minha estratégia de negócio face ao constrangimento das margens, à escassez de talento e à incerteza económica?

Através de uma liderança Human Age. Este novo mercado requer novas formas de abordagens, baseadas em indicadores demográficos /desencontro de talento, no aumento da sofisticação do cliente, na escolha individual e nas evoluções tecnológicas.

Os oradores desta iniciativa,  Teresa Coelho, director | HR Services Mainland Europe and Middle East do Barclays e Tiago Azevedo, Group IT director/CIO da REN, partilharam alguma da sua experiência dentro da empresa e deixaram alguns aspetos fundamentais do que falta às empresas, que ainda não se prepararam para viverem neste mundo VUCA.

Teresa Coelho falou da importância da globalização. Esta acredita que as empresas devem apostar na globalização e não ter receio. O inglês é facilitador, mas ressalva para que não o façam de forma exagerada, pois a empresa não deve ficar demasiado global.  Tem de se dar muita atenção às equipas, pois se há dificuldade em implementar inovações depende muito da disposição e motivação das mesmas.

Alerta também para o facto das transformações dentro das empresas ser inevitável. A competição é cada vez mais e as empresas devem marcar a diferença. Mas as transformações não têm de significar à partida algo negativo, podem por exemplo ser responsáveis para uma progressão de carreira de um colaborador. Muitas dessas transformações são de origem tecnológica e nem todos os colaboradores se sentem à vontade para evoluir. Mas a missão da empresa, e por consequência dos lideres, é ter a capacidade de comunicar essa mesma transformação e fazer com que a equipa reflita sobre a mesma.

Tiago Azevedo, por sua vez, começou por falar na volatilidade, na capacidade que as pessoas têm de resolver os problemas apenas a curto prazo,  na importância das softskills e salienta que Portugal está a perdê-las.

Refere ainda que existe necessidade de evolução das empresas, pois caso isso não aconteça as empresas vão acabar por morrer. Acrescenta que é necessário existir um maior trabalho com as escolas profissionais para que se formem mais técnicos entre os colaboradores. E há que educar as crianças para serem jovens com outro tipo de softskills. Um CV já não é o mais importante, mas sim a entrevista. É através da entrevista que podemos ver as softskills de um candidato. O diretor da REN salienta que é preciso criar um legado para as gerações futuras.

O estudo anual sobre a Escassez de Talentos do ManpowerGroup revela que apenas 15% dos colaboradores estão envolvidos no negócio das suas empresas e 85% não dão o seu melhor para a organização.  Posto isto, este EncontRHo deixa assente que é preciso:

  • Paixão por aquilo que se faz;
  • Focar-se nas soluções e não os problemas;
  • Ser criativo para fazer a diferença dentro da organização;
  • Ter iniciativa: ver os bons exemplos e reproduzi-los na sua empresa.

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