O factor M no mundo do trabalho

Para comemorar o mês da mulher, o IIRH – Instituto de Informação em Recursos Humanos, organizou no dia 1 de março um «EncontRHo» sobre «O factor M no mundo de trabalho», que contou com uma plateia feminina, de mais de 50 profissionais de recursos humanos.

O evento, que se realizou no Espaço Atmosfera M, em Lisboa, teve início com a intervenção de Mariana Carreira, diretora executiva da Make-A-Wish Portugal, associação cuja missão é realizar desejos de crianças e jovens, entre os 3 e os 18 anos, com doenças que colocam as suas vidas em risco.

Seguia-se a apresentação de Cristina Nogueira da Fonseca, mentora e fundadora do projeto «Family Empowerment – Famílias Felizes», sobre «Work & Life Balance: receitas, estratégias e pequenos truques que contribuem para a manutenção de corações felizes em casa e no trabalho».

A mesa redonda foi moderada por Daniela Viera, Partner da BTS/Wilson Learning teve como tema «A Mulher do século XXI: o que ainda falta conquistar?» e contou com a participação de Rita Oliveira Pelica, vice president membership da PWN Lisbon e diretora de área de negócio outsourcing MKT & Vendas da EGOR; Mariana Coruche, diretora de recursos humanos do Ocidental Grupo; e Fernanda Freitas, jornalista, apresentadora e empresária.

A manhã terminou com um workshop de consultoria de imagem, dirigido por Manon Rosenboom Alves, managing directorda Colour me Beautiful Portugal, que deu dicas sobre como criar um estilo versátil e elegante, adequado a qualquer contexto profissional.

Algumas ideias a reter deste encontro:

– Para 55% das mulheres, conciliar trabalho e família é uma luta; 13% garantem que têm tudo controlado;

– 16% coloca sempre família à frente da carreira, mas carreira sofreu com isso;

– Desigualdade salarial persiste e se nada for feito serão precisos 80 anos para se atingir igualdade;

– Sabemos o que temos que fazer para alcançar um maior equilíbrio (sweet spot) mas só saber não chega, é preciso trabalhar a motivação intrínseca. E definir prioridades, saber o que é mais importante, em cada momento;

– Quando trabalhamos uma das vertentes da roda do equilíbrio (família, amor/relacionamento; carreira, crescimento pessoal; saúde; gestão emocional; amigos; contributo/pertença; finanças; autonomia/criatividade), todas as outras tendem a melhorar;

– O problema está mais na gestão do foco do que na gestão do tempo;

– Encontrar estratégias e rotinas para simplificar a vida;

– Não temos que ser super-mulheres: delegar, simplificar, descomplicar;

– Gerir o dia-a-dia é fazer escolhas, mas cada escolha implica uma perda, por isso é preciso escolher bem;

– Temos que deixar de nos comparar com os homens;

– O grande desafio é a inversão dos modelos mentais mas a nova geração tem um empowerment diferente, está mais capacitada.